O parque como artefato político: os processos de politização na criação de três parques metropolitanos na Cidade do México
DOI:
https://doi.org/10.7764/EURE.50.150.12Palavras-chave:
espacio público, historia urbana, sociología urbanaResumo
Este artigo analisa os processos de politização no contexto da criação de três parques metropolitanos na Cidade do México. Três casos são abordados: o Parque Bicentenário criado no terreno de uma antiga refinaria de petróleo, o Parque La Mexicana criado em uma antiga mina de areia e a incorporação de um acampamento militar como a Quarta Seção de Chapultepec. Através da documentação e análise dos discursos dos promotores desses projetos, argumenta-se que o parque tem sido utilizado como um artefato discursivo politizador de diversas reivindicações sociais e governamentais no âmbito das decisões sobre o que fazer em um terreno baldio na cidade. No entanto, eles também se mobilizaram seletivamente usando várias modalidades de despolitização para invisibilizar e silenciar as controvérsias relacionadas à criação desses espaços.
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